APA CAPIRAVI MONOS

05-08-2011 19:34

 APA CAPIVARI MONOS


Em junho de 2001 a Prefeitura de São Paulo criou a primeira área de proteção ambiental do município: a APA Capivari-Monos.
Localizada no extremo-sul da cidade de São Paulo, a APA possui 25 mil hectares, o que equivale a 1/6 da área do município. Está inserida na área de proteção aos mananciais sul, incluindo as bacias hidrográficas Guarapiranga, Billings e Capivari-Monos e também, na Reserva da Biosfera do Cinturão Verde.
Área de Proteção Ambiental é um tipo de unidade de conservação que difere das unidades de conservação de proteção integral (parques), pois a propriedade das terras pode ser tanto pública quanto privada.
A APA tem seis finalidades básicas, abaixo descritas:


Confira:

1. Proteger a biodiversidade

2. Proteger os recursos hídricos e os remanescentes da Mata Atlântica

3. Proteger o patrimônio arqueológico e cultural

4. Promover a melhoria da qualidade de vida das populações

5. Manter o caráter rural da região

6. Evitar o avanço da ocupação urbana na área protegida

EDUCAÇÃO AMBIENTAL

A Subprefeitura de Parelheiros compreende as regiões dos distritos de Parelheiros e Eng° Marsilac, em sua totalidade. A Área de Proteção Ambiental Municipal do Capivari Monos, porém, abrange apenas parte de ambos os distritos. Esses dois distritos de São Paulo constituem os piores IDH ( Índice de Desenvolvimento Humano ), medidos no município. Com população em torno de 110.000 habitantes, essa região é carente da maioria dos serviços de infraestrutura e equipamentos sociais.

Para a elaboração do Plano de Ação são previstas atividades e ações de Educação Ambiental, tanto para as áreas de abrangência da APA Capivari Monos, quanto para regiões mais amplas, da Subprefeitura de Parelheiros. Assim, as estratégias definidas para este plano ora são orientadas para o trabalho específico com as populações da APA Capivari Monos, ora para trabalhos que envolvam a integração e articulação com as diversas Coordenadorias, órgãos, instituições e públicos de áreas da Subprefeitura de Parelheiros, fora da APA.
Os trabalhos de educação ambiental para a APA Capivari Monos, seguem as diretrizes, objetivos e estratégias definidas para o Plano de Gestão da APA Capivari Monos, em seu Programa de Educação Ambiental e nas interfaces com os demais programas do Plano e com o Zoneamento propostos.
Este Plano de Ação busca criar ações e atividades de educação ambiental do DEAPLA, de tal forma, que possam se integrar às políticas públicas e programas do Poder Público municipal, quando possível, e que envolvam articulações com outros níveis de governo e com a Sociedade Civil organizada.

Objetivos:
1) Articular ações de educação ambiental com os órgãos públicos, comunidades indígenas e sociedade civil organizada das áreas de atuação, para a conservação e proteção do meio ambiente da APA Capivari Monos e das demais regiões da Subprefeitura de Parelheiros.
2) Estimular a participação da população local no Conselho Gestor da APA do Capivari Monos e na problematização e equacionamento das questões sócio-ambientais locais.
3) Construir e democratizar, com os diversos atores sociais e segmentos que moram e atuam na região, o conhecimento do processo político-social, econômico,cultural e ambiental que determinou o estado atual da APA do Capivari-Monos e da Subprefeitura de Parelheiros.
4) Sensibilizar e capacitar os professores das escolas locais, Agentes Comunitários de Saúde e Lideranças para desenvolverem instrumentos, metodologias e projetos de educação ambiental de forma articulada e interdisciplinar, voltadas para uma maior participação comunitária na reflexão e ação sobre a gestão ambiental local.
5) Sensibilizar e capacitar as lideranças comunitárias e suas comunidades para preservar a APA e a região de Proteção dos Mananciais, através do desenvolvimento de ações educativas, de inclusão social e de geração de alternativas de emprego e renda, nas suas comunidades, visando a sustentabilidade local.
6) Estimular a criação e/ou fortalecimento de Associações de bairro, ONGs e de representações de classe, incorporando as experiências existentes na comunidades.
7) Apoiar e estimular as iniciativas de pesquisa e geração de renda, visando o desenvolvimento sustentável e a melhoria da condições de vida da população local, respeitando-se os princípios da etnoecologia e etnobiologia.
8) Sensibilizar e informar as comunidades sobre o conjunto de conhecimentos produzidos na região e sobre a importância de sua participação nos fóruns locais e outras instâncias de discussão,visando o exercício da cidadania na preservação ambiental e desenvolvimento sustentável local.
9) Estimular a participação da população na solução de problemas socioambientais, sensibilizando-a quanto a valorização, criação, ampliação e uso adequado de áreas públicas e/ou privadas destinadas à preservação e conservação ambiental da biodiversidade, estimulando-a à reflexão e combate ao desperdício de recursos naturais e às práticas danosas ao meio ambiente
10) Instrumentalizar e contribuir na capacitação do Conselho Gestor da APA Capivari-Monos.

APA Capivari-Monos
Informações – Divisão de Educação Ambiental
Fone: 3372-2321 – Domingos

APA CAPIVARI MONOS

MAPA ILUSTRATIVO DA APA

 APA DO CAPIVARI-MONOS

Área de Proteção Ambiental - histórico

A criação da APA Capivari-Monos é resultado de uma atuação conjunta entre técnicos da Prefeitura do Município de São Paulo e da população da região. A partir da elaboração do documento "Política Ambiental para a Área de Proteção aos Mananciais", em 1993, que a idéia se formalizou. Este documento sintetizava propostas de várias secretarias municipais e trazia uma série de recomendações, entre elas a criação de uma Reserva Florestal e Ambiental na bacia hidrográfica do Capivari-Monos.

Com a criação da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente em 1993, técnicos ligados à área, anteriormente lotados em outras secretarias e órgãos municipais, passaram a trabalhar juntos no novo órgão municipal. Buscando soluções para as questões ambientais da cidade, eles iniciaram as primeiras discussões sobre a criação de uma Área de Proteção Ambiental na área de proteção aos mananciais.

Seminários e debates promovidos em 1995, por ocasião da elaboração da Agenda 21 Local, possibilitaram a divulgação formal da idéia. Em 1996, a proposta foi apresentada ao Conselho Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CADES), tendo sido aprovada a criação de uma comissão especial para tratar do assunto.

Essa comissão estudou formas de viabilizar a idéia, reunindo dados e informações sobre a área, e realizou trabalhos de campo. Com base nesses estudos, concluiu-se que a APA seria a categoria de Unidade de Conservação mais adequada para o caso.

Foi elaborada uma minuta de Projeto de Lei, aprovada pelo CADES em 27 de maio de 1996, encaminhada à Assessoria Técnico-Legislativa do Gabinete do Prefeito (ATL), que por sua vez consultou várias secretarias municipais. A comissão especial reestruturou o projeto a partir destas contribuições, chegando assim a uma versão final da minuta. Essa nova versão foi novamente encaminhada à ATL e em seguida seguiu para a Câmara Municipal pelo então Prefeito, sendo aprovada em junho de 2001 (Lei Municipal nº 13.136/01).

Paralelamente, a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente criou dois Grupos de Trabalho para tratar especificamente de sua atuação na área, em conjunto com outros órgãos e parceiros. O trabalho junto à população da região, que vem se desenvolvendo desde 1998, possibilitou, a partir do 1º Encontro Pró APA Capivari-Monos em dezembro de 1999, a formação de um Grupo Pró APA Capivari-Monos, que já começava a se preocupar com a organização e com a articulação para promover a preservação da área.

A partir da aprovação da Lei, os esforços foram canalizados no sentido de implantar um Conselho Gestor para a APA. Entidades da sociedade civil foram cadastradas pela SVMA em maio de 2002. Os conselheiros tomaram posse em agosto de 2002, dando início assim ao trabalho. O Conselho deverá apresentar à Câmara Municipal um Plano de Gestão para a área, além do Zoneamento Ecológico-Econômico da APA.

ZONEAMENTO ECONÔMICO-ECOLÓGICO OU GEO-AMBIENTAL

A Lei Municipal 13.136, de 9 de junho de 2001, que cria a APA Capivari-Monos,  instituí, em seu artigo 20, a necessidade de elaborar um Zoneamento Geoambinetal da área. Esse Zoneamento estabelece a ordenação do território da APA e as normas de ocupação e uso do solo e de utilização dos recursos naturais. Atua organizando o espaço da APA em áreas com graus diferenciados de proteção.
Neste Zoneamento são definidas zonas que preservam e conservam ecossistemas frágeis e singulares, importantes para o equilíbrio climático da metrópole, mas que vêm sendo ameaçados pela pressão da expansão urbana. São definidas também zonas que visam a requalificação de áreas urbanizadas e a readequação de áreas agrícolas compatíveis e de suma importância para a preservação da APA como zona rural.

O Zoneamento  define:

ZRLE – Zona de Regime Legal Específico: compreende Unidades de Conservação existentes, ou que vierem a ser criadas, terras indígenas ou outras situações especiais de proteção ambiental.

ZVS – Zona de Vida Silvestre: compreende porções do território de grande importância para a proteção dos recursos hídricos e da biodiversidade, tais como as planícieis aluviais, os remanescentes significativos de Mata Atlântica delimitados nesta Lei e ainda as cabeceiras dos cursos d’água de especial interesse a para o abastecimento hídrico.

ZUS – Zona de Conservação e Uso Sustentado dos Recursos Naturais: compreende áreas nas quais poderá ser admitido o uso moderado e auto-sustentado da biota, regulado de modo a assegurar a manutenção dos ecossistemas naturais.

ZUA – Zona de Uso Agropecuário: compreende as áreas aptas à produção agropecuária e à extração mineral, onde há interesse na manutenção e promoção dessas atividades.

ZRU – Zona de Requalificação Urbana: compreende os núcleos urbanos e assentamentos adensados dos distritos de Marsilac e Parelheiros, ocupados por população de baixa renda, abrangendo favelas e loteamentos precários regulares e irregulares.

ZEPAC – Zona Especial de Proteção e Recuperação do Patrimônio Ambiental, Paisagístico e Cultural do Astroblema Cratera de Colônia: compreende situações específicas diferenciadas que prevêm a recuperação e proteção integral dos ecossistemas da Cratera de Colônia, entre outros pontos.

ZITHC – Zona de Interesse Turístico, Histórico e Cultural: compreende áreas destinadas à preservação, recuperação e manutenção do patrimônio histórico, artístico e arqueológico, podendo se configurar como sítios, edifícios isolados ou conjuntos de edifícios.

Além dessas Zonas, o Zoneamento também estabelece as seguintes Áreas:

ARA - Áreas de Recuperação Ambiental: compreende ocorrências localizadas de usos ou ocupações que exijam intervenções de caráter corretivo, onde quer que se localizem. São assentamentos habitacionais ainda não adensados, desprovidos de infra-estrutura de saneamento ambiental e causadores de impacto.

APP - Áreas de Preservação Permanente: compreende as Áreas de Preservação Permanente (APPs), onde quer que elas ocorram, as florestas e demais formas de vegetação natural, definidas no artigo 2º da Lei 4.771, de 15 de setembro de 1965

APA DO CAPIVARI-MONOS

Caracterização

• A Área de Proteção Ambiental – APA do Capivari-Monos, foi criada por iniciativa do Poder Público Municipal em junho de 2001
• Com 25.000 hectares, a área representa  1/6 do município
• Está totalmente inserida na Área de Proteção aos Mananciais sul
   (Bacias hidrográficas Guarapiranga, Billings e Capivari-Monos)
• Reserva da Biosfera do Cinturão Verde de São Paulo
• Mata Atlântica
• Reserva estratégica de água potável para a metrópole
• Zona rural
• Área tampão entre o Parque Estadual da Serra do Mar e a cidade


A APA do Capivari-Monos localiza-se no extremo Sul do município de São Paulo. Abrange parte da bacia hidrográfica do Guarapiranga , parte da bacia hidrográfica da Billings e toda a bacia hidrográfica do Capivari-Monos. Esta última, onde a Mata Atlântica predomina, é uma bacia de vertente marítima, mas contribui para o abastecimento hídrico da Região Metropolitana de São Paulo. Parte das águas do rio Capivari, são revertidas para o reservatório Guarapiranga. A proteção desta bacia hidrográfica tem, portanto, importância estratégica como reserva de água potável para a metrópole e também para a baixada santista. A APA abriga também as cabeceiras do rio Embu Guaçu, o maior tributário do reservatório Guarapiranga.
A região da APA é pouco conhecida da maioria dos cidadãos paulistanos. A cobertura vegetal arbórea, representada pela Mata Atlântica, é bastante significativa: Existem pequenas áreas de mata primária e campos naturais, cercadas por grandes extensões de mata secundária em diferentes estágios de regeneração. A área tem grande potencial para ecoturismo, com a presença de cachoeiras e rios de água cristalina. Três aldeias Guarani, Krucutu, Morro da Saudade e Rio Branco (esta última no Parque Estadual da Serra do Mar), estão localizadas dentro do perímetro da APA.
Com relação ao uso do solo, além da vegetação nativa, estão presentes outros usos como : agricultura (horticultura e floricultura principalmente) , reflorestamento comercial, piscicultura, clubes e chácaras de recreio. Existe um pequeno núcleo urbano- Engenheiro Marsilac - bastante antigo. Nas outras áreas urbanizadas, mais recentes, predominam loteamentos irregulares e invasões. Estes vêm se adensando rapidamente, o que torna ainda mais urgente a adoção de estratégias de preservação.
Os indicadores socio-econômicos da região estão entre os mais críticos da capital, com renda familiar muito baixa e taxa de analfabetismo duas vezes maior que a média da Região Metropolitana de São Paulo. Pouquíssimas são as oportunidades de emprego. Os maiores impactos ambientais observados estão certamente relacionados à esta situação de miséria, portanto a preservação dos ecossistemas locais depende também da criação de alternativas sustentáveis de geração de renda local.

VEJAM AS FOTOS DO GEAL NA APA CAPIVARI MONOS ABAIXO:

https://www.orkut.com.br/Main#Album?uid=3561720325278160937&aid=1225954700